Boa Sorte

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Existem vários tipos de amor. Qual você quer?

Ontem fui assistir o filme Boa Sorte, com a incrível Deborah Secco e João Pedro Zappa (ator que nunca tinha visto e me surpreendeu pelo talento). Desde sua estréia eu estava bem afim de assistir e ele correspondeu bem as minhas expectativas, aliás, acho que foi além… pela sinopse eu acreditava ser um filme bem mais triste do que ele realmente é, quando você se depara com a certeza da morte você acha que a única opção é ser triste e não é.

Uma pergunta do filme ficou rondando a minha cabeça… Existem vários tipos de amor. Qual você quer?

No momento em que ela foi feita no filme, arrepiei e engoli em seco. Será que a gente sabe que tipo de amor queremos, existem tantas formas de amar.

“Boa Sorte” fala de amor, ele todo é amor. Judite e João são dois jovens internados em uma clínica de reabilitação, ela portadora do vírus HIV e ele viciado em remédio tarja preta. O que você poderia encontrar em uma história assim? Um amor singelo quando ela diz que ninguém jamais a amou e ele responde que pode amá-la… “eu posso te amar, sabia?”.

Em meio a loucura, eles contam como a gente é invisível neste mundo corrido, em como as pessoas já não se importam umas com as outras e como muitas buscam o refúgio nas drogas para tentar curar suas dores. Ela cansou de viver, ele quer viver por ela. É nela que ele encontra forças para seguir adiante e é nele que ela encontra os últimos momentos felizes de sua vida.

Ela tinha que partir e não podia levar seu cachorro com ela… naquele lugar os cachorros não podiam entrar e seu último pedido era que ele não desistisse de viver, queria que ele vivesse para poder lembrar dela.

Um filme em que você sorri e chora, sim, chora como eu chorei no fim, quando percebi qual tipo de amor eu quero ter.

Existem vários tipos de amor. Qual você quer?

Boa sorte!

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Uma vida de aventuras

liberdade

Ela agora vive na onda do desapego. Cansou de apostar suas fichas e é compreensível, jogaram seu amor pela janela. Então, entre viver na sombra, ela decidiu encarar o sol, colocou seus óculos escuros, sorriu pra vida e resolveu encarar as aventuras.

Nem sempre é fácil, mas ela tem aprendido a viver pela sei do desapego. Vai seguindo e se divertindo com as possibilidades que a vida coloca em seu caminho e abriu mão de ter certezas… e a vida tem se tornado interessante demais para se prender a alguém ou melhor, a qualquer um. Depois do coração ferido e de aventuras que fazem o sangue bombear com força, fica mais difícil se encontrar em qualquer outro coração.

Muitos devem julgar esse jeito, jogar tudo pro alto não é fácil, escolher uma vida de incertezas é para quem tem coragem. E ela foi corajosa. Aprendeu que a liberdade é viciante, viver a história que quiser, criar oportunidades, se jogar no mundo… acabou se apaixonando por essa vida.

Ela é a prova do coração curado. Corações que ainda sangram não duram muito tempo na vida de aventuras, pra viver de maneira intensa é preciso estar curada. Só sobrevive quem tem certeza da sua escolha e do seu amor próprio.

A sociedade impõe viver dentro de um padrão que a vida de aventuras não se enquadra e ela também não… para se aventurar é preciso um alvará de renuncias, abrir mão de caminhar com as mãos entrelaçadas, por não aceitar o mais ou menos, por querer, pulsar e viver em busca do que é inteiro.

Um dia… é verdade, o espírito de aventura pede arrego, o porto seguro faz falta e um ciclo se encerra. Os meus ciclos foram trocados… ou não… não sei, é uma vida sem certezas, só sabemos que é tempo de aprendizado, intensidade usada sem moderação. Viver a aventura significa valorizar a estabilidade, ela te faz mais forte e melhor, para aceitar e agradecer o que esta por vir, porque eu sei que o que está por vir, vai ser muito melhor de tudo o que já passou.

Um certo alguém…

alguem

E eu tenho uma fama de boa conselheira… chego a dar risada por uma pessoa que tem uma separação no currículo vira e mexe sair desfilando conselhos amorosos para as amigas. Eu tenho algumas com relacionamentos complicados em andamento, justo no começo que tudo deveria ser rosas e isto me incomoda muito… e lá vou eu com a minha sinceridade que me é peculiar, aliás muito mais agora que pareço estar um pouco mais racional destilando minhas opiniões para elas.

E hoje do alto da minha “experiência” eu disse, o problema é que a gente se engana, a gente quando quer uma pessoa, quer um relacionamento, quer que dê certo, enxerga olhar de amor em puro olhar de tesão. A gente tenta de todos os jeitos encaixar o outro em um lugar que não é dele, a gente força o universo a transformar o sim em algo que está fadado a ser não. Quando mulher quer… ai ai… a gente faz o diabo a quatro pra conseguir, bate o pé, faz manha, beicinho… o problema de nós mulheres é tentar consertar a porra toda, tá tudo errado, o homem cheio de empecilhos, mas a gente adora a missão de consertar o homem, de achar que assim que você o convencer de que é o amor da vida dele, tudo irá mudar… tolinhas!

Uma luta, às vezes uma guerra, que muitas vezes eu penso em travar, mas aí quando eu vejo que estou indo para esse lado, já aciono o meu alarme, já começo a me açoitar mentalmente e gritar: não! não! não caia nessa! Sabe por que? Porque eu me dei conta de que amor tem ser fácil, tem que ser bom, tem que ser leve… tem que ajudar a tornar a vida melhor e não um martírio, um sofrimento, amor que rebaixa é dor, amor que faz sofrer é tortura.

Se for pra tornar a vida pesada, se não for pra dar a alma e seguir sorrindo, não serve, não orna, não cabe, não encaixa de jeito nenhum. A gente precisa de alguém que não tenha conversa mole, que não enrole, que não viva dando desculpas, colocando a culpa em mil fatores para não estar com você. Que não coloque barreiras, muralhas, desvios… tem que ser fácil, tem que ser simples, tem que te fazer sorrir e não chorar. A gente precisa de alguém que saiba o quer e saiba agora, esse negócio de depois… ah! vai viver sempre pra depois se você aceitar.

A gente precisa de alguém que nos assuma, que ande de mãos dadas com orgulho em qualquer lugar, que te apresente aos amigos, aos pais e que não tenha medo de demonstrar os sentimentos, dos mais bobos aos mais puros. A gente precisa de alguém que plante certezas em nossos corações e não mais dúvidas. Alguém que seja a solução dos problemas e não a causa deles. Alguém que não tenha histórias mal resolvidas, que saiba que pra ser feliz o passado tem que ficar no lugar dele, alguém que tenha interesse em olhar pra frente e de mãos dados com você curtir o presente e construir um futuro.

A gente precisa de alguém que seja abraço em momentos difíceis e que ao abraçar você sinta que o resto do mundo não importa e que você tem de onde buscar forças. Alguém que te faça rir e enxugar as suas lágrimas, alguém que te faça sentir especial e não só mais uma. Alguém que planeje com você um casamento na praia, uma casa no campo e um labrador no quintal. Fique com alguém que apesar de saber que consegue viver sem você, escolhe viver com você.

Alguém que seja justo, que saiba que há direitos e deveres de cada lado, que não te esconda, que te mostre o mundo, que não dê brechas para disse que me disse, que fale o que pensa e que as palavras sejam reflexos das ações, que te admire, que você admire, que te puxe pra frente, que te ajude a transformar sonhos em realidades, que te apoie mesmo quando nem você colocar fé em si mesma. Alguém que você possa ficar horas junto, sem fazer nada, mas que só a presença encha seu coração de alegria.

A gente precisa de alguém que não precise ser moldado para ficar ao nosso lado, alguém que não tenhamos que enfrentar o desafio de consertar, alguém que não precisemos nos convencer de que é o certo o tempo todo. Alguém que seja seu último pensamento ao deitar e o primeiro ao abrir os olhos. Alguém que te faça olhar para trás e agradecer por não ter dado certo com ninguém antes, alguém que faça não existir mais ninguém depois.

Ouvindo: Lulu Santos – Um certo alguém

Sobre despedidas

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Você foi embora e eu mudei a cor dos cabelos na tentativa de dizer pro espelho que aquela refletida não se importava, não tinha apego, não ia doer, era outra mulher preparada para tudo. Você não sabe mas eu sempre penso em você e na possibilidade de abrir a porta e você estar me esperando no sofá, acho que eu estava preparada para tudo, menos pra perder você.

Você não sabe, não imagina, deve pensar tudo ao contrário, mas eu morri um pouco cada vez que você foi embora, você me dava as costas e eu borrava o rímel, sempre, todas as vezes, até mesmo quando partiu de mim te virar as costas. Ainda tem um pouco de você em cada parte, mas eu sigo adiante, eu nunca tinha parado para pensar mas as despedidas tornam a gente mais maduro, a ponto de conseguir dizer adeus para alguém que ainda temos afeto, mas que já não cabe mais, em mim, em nós.

Quatro meses. Quase cinco. Parece uma eternidade e ainda doe. Doe quando eu penso em tudo o que vivemos e de como essa história poderia ter sido contada de outro jeito. Doe porque embora eu não consiga mais ver a nossa vida juntos, foi assim que eu sonhei pra vida toda. Doe porque eu sei que embora não encaixe mais, você é um cara incrível, do seu jeito, mas é. Doe porque eu não sei se um dia eu vou voltar a viver isso tudo. Doe porque você fazia parte da minha existência. Doe porque eu coloquei meu coração na mala e carrego ele por aí, sem rumo, sem direção, sem saber se o trem já passou. Doe porque o castelo da princesa foi tomado pelo dragão. Doe como a morte, porque embora estejamos vivos, não temos mais um ao outro. Doe porque era pra ser você sabe, mas não é.

Não se apaixonar

foi

Era bom. É bom. Aliás, meu Deus, como é bom. Mas, não é pra ficar junto sabe? Certo? Então pronto.

Repito todos os dias na minha cabeça isso, mesmo sabendo que se tiver que ser, não vai ter mantra repetido noite a dentro que irá impedir…

Uma amizade colorida, misturada com selvageria, um jeito primitivo de se devorar e no que nos transformamos e sentimos toda vez que tocam-se as peles.

A gente se fala todos os dias. A gente ri. Passa a noite toda acordados conversando e depois dorme junto e acorda abraçado, mas você sabe não é?

Eu não sei a gente se engana ou se estamos mesmo seguros o bastante para lidar com isso. É uma aventura. Podia durar só um dia. Está durante meses, mas pode acabar amanhã. Podemos sair com o coração partido, com lágrimas nos olhos, com um letreiro piscante escrito “BURRA”, mas é isso o que é. A gente sabe que mais dia ou menos dia vai acabar e  vamos seguir sem olhar para trás. A gente sabe que a felicidade não é nosso destino final.

Intensa demais para deixar de sentir, teimosa demais para desistir. Você já esteve do lado de cá? Com a consciência do dedo podre… e mesmo assim sem querer parar, seguindo adiante?

Essa noite dormi pensando em você, em como a nossa história é uma decepção declarada. Pensei que talvez seja melhor viver assim, uma história honesta e sem expectativas. Ninguém mente, ninguém engana, ninguém cobra, ninguém sem importa, ninguém ama. Quando alguma coisa faz o coração sorrir ele mesmo já alerta: Não vá. Não deixe-se ir…

Eu me sinto burra às vezes, mas me sinto resolvida, a escolha é minha. Se no final quebrar a cara, ok… a gente ganha uma nova e segue firme. Experiência única, não dá pra deixar de viver. O boicote no coração está dado. Daqui não sai amor. Às vezes é necessário ser mais razão e menos coração, não por que faz bem, mas porque nos torna mais vivos e mundanos. Decepção e expectativa. Amor e não amor.  Tudo e nada. Mesmo quando o nada seja exatamente tudo que a gente tenha.

Não tem promessas, não tem palavras bonitas, viagens planejadas, sonhos sonhados juntos. Tem prazo de validade. Relação insegura. Tem conchinha e desejo, sentimento de prazer e risadas soltas. Quando você for não vai me pegar de surpresa, foi tudo sempre honesto como escolhemos naquele primeiro dia em que a única regra era não se apaixonar.

Dona agonia

mar

Coragem não me falta, apesar do medo vez ou outra tentar me assustar. É nessa hora que eu respiro fundo, olho pra cima e peço forças. Meu Deus, me dê forças… Mesmo com as pancadas que vez ou outra levo da vida, ainda tenho fé nas pessoas, no amor. Ainda sonho que um dia vou encontrar a pessoa que irá se encaixar direitinho no meu mundo. Sabe, eu acredito no amor e eu queria mesmo, de verdade, poder acreditar no seu, mas algo aconteceu em mim, algo que eu não sei explicar e que fez com que toda a fé que eu depositava em nós escorresse pelo ralo e transformasse o meu coração, em um coração aflito e manso.

Sabe tem uma agonia constante vivendo aqui dentro, ela ocupou todo o espaço que era seu no meu coração. Eu rezo quando essa agonia fica mais forte do que eu, ela chega ao ponto de incomodar o meu viver. É tem dias que ao abrir os olhos eu sinto como se ela esmagasse tudo dentro de mim, assim, bem forte mesmo. Nestes dias eu só queria sentar e chorar em frente ao mar, pedindo que junto com as ondas esse sentimento ruim fosse embora. Eu tenho tentado me livrar disso, juro! Eu tento levar a cabeça pra outro lugar, eu tento enganar meu coração, eu tento, juro que tento mesmo. E eu não sei quanto tempo isso ainda vai durar e porque insiste em viver tão forte dentro de mim. Mas eu sei que um dia… um dia eu tenho certeza que vou conseguir me livrar da dona agonia. Por enquanto, tem sido um efeito bumerangue, eu jogo ela pra longe e dias depois ela volta, sempre volta com a maior cara de pau fazendo um estrago aqui por dentro.

Ouvindo: Jubel – Klingande

Imagem: Google

Mesmo se nada der certo

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Semana passada fui com uma amiga ao cinema, filme daqueles água com açúcar, daqueles que você sorri com o coração e dá umas choramingadas com a alma. So cute!

Músicas lindas são interpretadas pela personagem principal, Keira Knightley e pelo lindo, todas babam, Adam Levine, que formam um casal apaixonado, até o momento que ele resolve colocar um ponto final no namoro. Prestes a voltar para a sua cidade natal,  surge uma grande surpresa em seu caminho… e em uma noite de porre (quem nunca?) ela encaminha uma música para Dave, fazendo ele se dar conta da burrada que fez e pedindo para Greta voltar (oi? é minha história aqui? rs).

Meu texto não é uma sinopse sobre o filme, não quero contar sobre o enredo, a história, só tenho vontade de pedir que assistam. Não é um filme necessariamente triste, mas é emocionante ou pelo menos pra mim foi. Me identifiquei muito, muito e as músicas ficam ecoando em mim até hoje.

Segue as duas mais lindas para dar um gostinho:

Lost Stars

Like a Fool (Minha! Minha! Minha!)

Eu assisti no cinema, mas se você não puder ir, é um filme daqueles de assistir quietinho embaixo das cobertas, sem telefone por perto, sem hora marcada, sem barulho, sem pausas, só com um balde de pipoca doce caramelizada no colo sem contar as calorias 🙂

A trilha sonora como eu já disse é um capítulo à parte de tão linda, as músicas já estão salvas na minha playlist, sim ou com certeza?