Bad Day

doi

Tem dias que a gente quer sumir, né?

Acorda com o pé esquerdo, o mundo parece que vai contra. E tem aqueles dias que tá tudo bem, tudo certo e de repente acontece alguma coisa que te tira do eixo, do prumo, da sanidade mental…

Dias assim são piores pra mim. No dia que tá tudo ruim, tá tudo ruim mesmo e o que vier já tava previsto pro carma do dia, agora quando acontece assim do nada, eu fico sem saber como reagir, é tipo: ué… o que está acontecendo aqui mesmo?

Nessa hora é que eu sinto falta da minha mãe, aliás, mãe faz falta em tudo, né? Desde joelho ralado, coração partido, fome, colo, carinho, louça suja, dever de casa, escolhas…

Desde os meus 17 anos que a minha é “ausente”. Moramos em cidades diferentes e embora toda semana role um bate papo por telefone, não é a mesma coisa. Nos vemos pouco e acho que a distância e o tempo atrapalharam um pouco a nossa relação. Mas, em dias como hoje, como eu queria ter ela aqui pra deitar no colo e só chorar… aquele choro de soluçar e pedir arrego, pedir pro mundo ter calma porque eu ainda não estou preparada pra tanta porrada.

Eu queria ser mais forte do que sou. Aliás eu queria ser mais esperta, mais inteligente, mais magra, mais disposta, mais cai na real que o mundo não espera por você não queridinha… vai viver que só assim é que se aprende.

Tem dias que a gente só quer sumir, né?

Enfrentar vira coisa dolorida demais e fugir parece uma boa ideia, mas a verdade é que não tem mesmo jeito não queridinha…

Ouvindo: Carla Bruni – Quelqu’un m’a dit

Imagem: Google

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