Ser forte ou ser forte!

passou

Às vezes a vida só te dá duas opções. Ser forte ou ser forte.

E a gente só descobre a força que tem quando chega este momento. Me disseram que admiram a minha força e eu me peguei pensando quando foi que eu decidi que seria assim. Sempre me considerei fraca. Uma manteiga derretida eu dizia… e aí foi que aprendi que o fato de eu me emocionar com facilidade não significa que sou fraca, apenas que deixo as coisas tocarem a minha alma. Pobre de quem não vive assim… com a alma aberta, a minha diga-se de passagem vive escancarada.

Não reparei exatamente o momento que decidi ser forte. Só sei que decidi que não poderia ser de outra forma. Que ser forte é que me daria forças para seguir sempre adiante e de que todo mal, sempre dá pra tirar um bem maior pra vida. O negócio é encarar.

Às vezes, é claro que prefiro me esconder. Quando perguntam se estou bem, é mais seguro dizer que sim, do que ficar vulnerável a chorumelas e explicações… é como se a partir do momento que eu dissesse que não, uma mar de tristeza fosse se abrir e eu me afogar. Você sabe, não sabe? Por mais felizes que estejamos em determinado momento, dentro da gente sempre tem uma tristeza guardada pronta para escapar, mas eu decidi que a minha… a minha será prisioneira.

“É melhor ser alegre, que ser triste…” levo pra vida.

Ouvindo: Vinicius de Moraes e Toquinho – Samba da Benção

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Apenas não te quero mais

vaievolta

Primeiro era você, depois não era, depois ficou sendo, até que não era de novo. Já cheguei a pensar que seríamos nós pra sempre, que sem você eu morreria de amor e que o mundo não teria sentido. Até que mais uma vez não era mais você, você decidiu que não seria, mas a sua decisão durou pouco, só que o amor honey, ele não aguenta tudo não e ninguém ama do mesmo jeito o tempo todo. O amor precisa ser regado, cuidado pra florir… o seu nos últimos tempos só trouxe espinhos.

Tem dia que o amor vem forte e tem dias que ele quase entra em estado de coma. Vira rotina cansativa. Vira raiva. Vira tristeza, ócio, cara emburrada, mágoa… aliás, foi isso que o meu virou… mágoa. Não te odeio. Não te quero mal. Mas como dizia Lulu Santos: “apenas não te quero mais…” Olhar pra você é ter recordações boas e é com isso que eu quero ficar, pensar na possibilidade de retomar o que ficou no meio do caminho parece impossível.

Uma vez eu li  que não se pode ser leviano com o amor. E eu concordo. Às vezes tenho medo de ser. Mas, de uma coisa eu tenho certeza, você foi. Foi quando se calava diante do que o incomodava, deixou tudo virar uma grande bola de neve e me fez ser soterrada. Repetidas vezes disse que aquele amor já não lhe servia mais. Agora era cada um para cada lado… e eu fui.

Eu poderia escolher chorar e chorei. Eu poderia escolher me culpar e algumas vezes me culpei. Eu poderia escolher me entregar a tristeza, alguns momentos me entreguei, mas repetidas vezes ainda hoje respiro fundo e sigo adiante. A vida é uma só… e se não podemos ser levianos com o amor, muito menos podemos ser com ela.

Deixar o amor que você diz sentir ir embora pode ser um caminho sem volta, mas quando você escolheu o que queria também foi. Um caminho que hoje eu não tenho como deixar voltar, algo mais forte do que me impede de retomar essa história, uma vida que parece não mais caber em mim.

“Não imagina que te quero mal, apenas não te quero mais…”

Ouvindo: Lulu Santos – Assim caminha a humanidade

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Bad Day

doi

Tem dias que a gente quer sumir, né?

Acorda com o pé esquerdo, o mundo parece que vai contra. E tem aqueles dias que tá tudo bem, tudo certo e de repente acontece alguma coisa que te tira do eixo, do prumo, da sanidade mental…

Dias assim são piores pra mim. No dia que tá tudo ruim, tá tudo ruim mesmo e o que vier já tava previsto pro carma do dia, agora quando acontece assim do nada, eu fico sem saber como reagir, é tipo: ué… o que está acontecendo aqui mesmo?

Nessa hora é que eu sinto falta da minha mãe, aliás, mãe faz falta em tudo, né? Desde joelho ralado, coração partido, fome, colo, carinho, louça suja, dever de casa, escolhas…

Desde os meus 17 anos que a minha é “ausente”. Moramos em cidades diferentes e embora toda semana role um bate papo por telefone, não é a mesma coisa. Nos vemos pouco e acho que a distância e o tempo atrapalharam um pouco a nossa relação. Mas, em dias como hoje, como eu queria ter ela aqui pra deitar no colo e só chorar… aquele choro de soluçar e pedir arrego, pedir pro mundo ter calma porque eu ainda não estou preparada pra tanta porrada.

Eu queria ser mais forte do que sou. Aliás eu queria ser mais esperta, mais inteligente, mais magra, mais disposta, mais cai na real que o mundo não espera por você não queridinha… vai viver que só assim é que se aprende.

Tem dias que a gente só quer sumir, né?

Enfrentar vira coisa dolorida demais e fugir parece uma boa ideia, mas a verdade é que não tem mesmo jeito não queridinha…

Ouvindo: Carla Bruni – Quelqu’un m’a dit

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Eu não tenho um plano

bike

Eu tinha. Muitos. Todos ligados a ele. Que não dependiam somente de mim. Era tudo nosso, sabe?

E aí, de repente. Tudo acabou. Era uma dupla, que virou um só. Os planos saíram junto com ele por aquela porta… comprar um apê melhor, terminar de pagar o carro, ter um filho, dois, fazer aquela viagem, castrar o cachorro, trocar o piso da sala, a previdência privada, o ar condicionado para o próximo verão.

É difícil você se desvincular no começo. É difícil você lembrar que agora é só você e os seus sonhos, os seus planos, os seus desejos, SEUS.

Em um domingo que antes era nosso e virou só meu, eu me peguei pensando sobre o que eu queria, o que eu esperava da minha vida… descobri que simplesmente eu não sei, que não tenho mais nada a longo prazo, que tudo tem girado em torno do agora.

Me surpreendi com essa constatação, porque eu menina ansiosa ever, sempre me cobrei não sofrer por antecedência e viver o agora. E olha só… era exatamente o que estava fazendo, ainda estou. Sempre cobram a gente para viver o presente, porque nunca se sabe quando será nosso último dia neste mundo, não é? Pois bem. Ponto pra você. Essa história te serviu para mais uma coisa.

É estranho você ver sua vida se moldando de uma forma diferente. Mas, acho que é o começo, né? No começo tudo é meio assim… e é com esse discurso que eu vou levando e me conformando de que aos poucos tudo se ajeita, tudo passa, tudo se adapta e a gente acostuma. E aproveita!

Um plano. Se for parar para pensar até que eu tenho viu… eu tenho a minha viagem de réveillon, a minha viagem de férias (eita que a menina agora só quer viajar). Quando vender o apartamento eu vou ter o plano de comprar um outro só meu e hoje começo a pensar mais na minha carreira… por enquanto é tudo que eu tenho, eu sei que pode parecer quase nada, eu sei que eu posso muito mais, mas por enquanto é o que tenho e não vou me cobrar criar novos por obrigação, os planos vem com o tempo… já os sonhos, estes não, estão sempre aqui acenando pra mim, alguns se foram outros mudaram e tem aqueles que aconteça o que acontecer sempre estarão aqui.

Ahhhhhh! Estes juntos ou separados nunca deixarão de existir. E eu sorrio quando penso neles, sabe? Eu sorrio como quem vai pra batalha sem escudo, louca para que um belo dia eu seja atingida pela realização de um deles, de todos eles.

Ouvindo: Lorde – Royals

Imagem: Google

Recomeço

ceu

A gente sempre acha que não vai conseguir… até começar. Recomeçar!

O começo é como aquele sapato novo que a gente comprou e que até ficar confortável nos pés machuca, esfola, faz  umas bolhas, mas depois é natural, ele vai se moldando as nossas formas e quando a gente percebe, parece que sempre esteve ali. Comparação infame, mas verdadeira.

Todo começo é assim. Mas, é preciso ir além, começar, recomeçar. Cada dia amanhece de braços abertos esperando por nós, pelo que iremos fazer dele, tudo é questão de escolha. Tudo novo de novo a cada despertar. Você pode começar hoje, se quiser pode ser amanhã, no seu tempo, não há regras e fórmulas, só não deixe de encarar a vida, porque ela muda quando a gente muda. Ela anda quando a gente dá o primeiro passo.

No meio do caminho você pode encontrar pedras, obstáculos, alguns maiores que montanhas que ache impossível de ultrapassar, mas não se engane, não deixe o medo tomar conta de você, respire fundo, estufe o peito e encare aquilo que por algum motivo, porque você sabe, nada é por acaso, apareceu no seu caminho.

Tem coisa mais gostosa que se sentir vitoriosa? Tem coisa mais delícia que perceber que é capaz? A gente não sabe a força que tem até que precise usa-la. Só descobrimos o quão forte somos, quando ser forte é a única opção que nos resta.

Eu poderia chorar sem parar. Eu poderia entrar em depressão. Eu poderia xingar o mundo, Deus e o diabo a quatro e me isolar com o velho lema “ó vida, ó mundo cruel…”, mas não, eu preferi ser forte e encarar o mundo e todas as coisas lindas que eu sei que estão pelo meu caminho, eu sinto. As feias, as complicadas, a gente enfrenta e lá na frente sorri por ter passado por todas elas com a certeza de que eu tudo posso naquele que me fortalece.

Eu não estou dizendo que você não pode sofrer. Você pode, você deve. Mas, não pode escolher viver neste estado. O sofrimento é inevitável, mas a dor é opcional. Não escolha viver na dor. Isso nada irá ajudar, isso nada irá resolver ou mudar. Depois de muito chorar e me questionar sem parar, eu juntei toda a minha força, coloquei um sorriso no rosto e decidi seguir.

No caminho aprendi que ninguém tem o direito de me fazer infeliz. Não deixe que alguém tenha este poder sobre você. A gente não merece isso, não merece nada menos que amor e carinho. Posso te afirmar que quando a gente deixa de lado o papel de vítima, a vida começa a fazer sentido.

Nem sempre a gente vai entender completamente este sentido. Mas, o que sei, é que é preciso passar por certas situações para entender o que é bom e o que é ruim pra gente e que depois que os dias cinzas passam, a gente aprende com que cores queremos colorir o nosso céu.

Ouvindo: Ana Carolina – Uma louca tempestade

Imagem: Flickr

Não se apaixonar

seguir

Era bom. É bom. Aliás, meu Deus, como é bom. Mas, não é pra ficar junto sabe? Certo? Então pronto.

Repito todos os dias na minha cabeça isso, mesmo sabendo que se tiver que ser, não vai ter mantra repetido noite a dentro que irá impedir…

Uma amizade colorida, misturada com selvageria, um jeito primitivo de se devorar e no que nos transformamos e sentimos toda vez que tocam-se as peles.

A gente se fala todos os dias. A gente ri. Passa a noite toda acordados conversando e depois dorme junto e acorda abraçado, mas você sabe não é?

Eu não sei a gente se engana ou se estamos mesmo seguros o bastante para lidar com isso. É uma aventura. Podia durar só um dia. Está durante meses, mas pode acabar amanhã. Podemos sair com o coração partido, com lágrimas nos olhos, com um letreiro piscante escrito “BURRA”, mas é isso o que é. A gente sabe que mais dia ou menos dia vai acabar e  vamos seguir sem olhar para trás. A gente sabe que a felicidade não é nosso destino final.

Intensa demais para deixar de sentir, teimosa demais para desistir. Você já esteve do lado de cá? Com a consciência do dedo podre… e mesmo assim sem querer parar, seguindo adiante?

Essa noite dormi pensando em você, em como a nossa história é uma decepção declarada. Pensei que talvez seja melhor viver assim, uma história honesta e sem expectativas. Ninguém mente, ninguém engana, ninguém cobra, ninguém sem importa, ninguém ama. Quando alguma coisa faz o coração sorrir ele mesmo já alerta: Não vá. Não deixe-se ir…

Eu me sinto burra às vezes, mas me sinto resolvida, a escolha é minha. Se no final quebrar a cara, ok… a gente ganha uma nova e segue firme. Experiência única, não dá pra deixar de viver. O boicote no coração está dado. Daqui não sai amor. Às vezes é necessário ser mais razão e menos coração, não por que faz bem, mas porque nos torna mais vivos e mundanos. Decepção e expectativa. Amor e não amor.  Tudo e nada. Mesmo quando o nada seja exatamente tudo que a gente tenha.

Não tem promessas, não tem palavras bonitas, viagens planejadas, sonhos sonhados juntos. Tem prazo de validade. Relação insegura. Tem conchinha e desejo, sentimento de prazer e risadas soltas. Quando você for não vai me pegar de surpresa, foi tudo sempre honesto como escolhemos naquele primeiro dia em que a única regra era não se apaixonar.

Meus quase 30…

derepente30

E não foi assim que eu esperava chegar nos meus quase 30 anos… não mesmo!

Mês passado os 29 chegaram chutando a porta e não querendo saber de mimimi, se instalou e me deu o prazo de 12 meses para me acostumar com o fato de que não adianta fugir, você vai “trintar” nega… puro babado, confusão e gritaria!!!

Eu imaginava que fosse diferente. Quem nunca imaginou chegar em uma fase da vida e quando se deparou com ela não era nada daquilo né? Aconteceu comigo… eu não me imaginava chegar aos 29 anos me separando. Me via com 29 anos engravidando ou já grávida ou com filho nos braços. Não foi assim. A vida é assim… nada acontece como a gente quer e no tempo que desejamos, a cada dia tenho mais certeza disso.

Eu fui casada por quase 3 anos. Tinha blog de casamento, sonhei a vida inteira como seria e por dois anos respirava este mundo. Foi tudo lindo, lindo foi… Mas, de repente… um belo dia, daqueles que a gente não espera o castelo desmoronou. Das poucas certezas que eu tinha na vida, essa foi ralo abaixo…

E uma nova vida começou no meu pré 29… tive que aprender a ser sozinha, quando eu já não sabia como era uma vida sem ser acompanhada. No começo a gente apanha, né? Depois aos trancos e barrancos, altos e baixos a gente consegue.

Sabe aquela velha história de que Deus não dá um peso maior que seus ombros possam suportar? Eu sou a prova disso! E provavelmente em algum momento da sua vida você também tenha sido ou esteja sendo, quem sabe… O começo é difícil, como tudo nesta vida. Mas a gente se adapta e depois de tanto questionar, aceita e segue… porque é disso que a vida é feita, de caminhos para serem seguidos.

E eu estou começando a trilhar um novo pra mim…

Ouvindo: Sandy – Aquela dos 30